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Controvérsias sobre a venda do Estádio Rei Pelé em Três Corações

A venda proposta do Estádio Municipal Elias Arbex, conhecido como Estádio Rei Pelé em Três Corações, tem gerado forte controvérsia e críticas contundentes na cidade. Embora a administração municipal alegue que a venda geraria cerca de 17 milhões de reais para amortização de dívidas e que a construção de um memorial sobre a história do estádio juntamente com o Dossiê, preservaria sua memória, a justificativa encontra-se fragilizada diante da realidade do abandono crônico da praça esportiva. A gestão municipal é apontada como a principal responsável pelo estado lastimável do estádio do qual se encontra, por falta de manutenção e investimentos, gerando críticas sobre má gestão, favorecimentos internos e a venda de patrimônios públicos como uma solução superficial para problemas estruturais financeiros.

A alegação oficial de que o estádio não atende mais às exigências técnicas para sua finalidade esportiva é vista como uma desculpa para alienar um patrimônio histórico valioso e arrecadação Monetária para manter seus padrões elevados de “gastança”.

Moradores, frequentadores e especialistas defendem que o abandono é consequência direta da inabilidade dos gestores locais. O elevado valor simbólico do espaço, que recebeu craques lendários como Dondinho, Pelé, Garrincha, Ronaldinho “fenômeno”, Roberto Dinamite, Wanderlei Paiva, e tantos outros da galeria dos “imortais”, traz uma dimensão cultural essencial que um simples memorial jamais substituirá. O estádio não é apenas uma construção física; é um símbolo vivo da identidade da cidade e do futebol tricordiano.

Além disso, a venda de um patrimônio público tão representativo para resolver problemas financeiros, evidencia um problema maior e mais grave: a má administração municipal, marcada por práticas político clientelistas, uso indevido de cargos para apadrinhados e a tradicional incapacidade de gerir os recursos da cidade com transparência e eficiência. O problema fiscal da prefeitura não será resolvido com a troca temporária por dinheiro à custa de um bem irreversível para a memória esportiva.

Em suma, a venda do estádio traduz uma visão míope e desrespeitosa com o patrimônio cultural de Três Corações. É uma medida que pode enriquecer o curto prazo financeiro da Prefeitura, mas empobrece a história, a cultura e o futuro do esporte local, representando um grave equívoco de gestão pública.

Esta perspectiva crítica é compartilhada não somente por vozes locais, também de fora que clamam por uma administração comprometida com a conservação do bem público e patrimônio do nosso povo e pela retomada de seu papel social e cultural na comunidade, em vez de optar pela solução rápida e precária de vendas de bens históricos contribuindo pela sua destruição como um bem de valor inestimável que estarão sepultando. Tristeza de mais..

Participação de Carlos Augusto: (Ex-atleta, desportista e cidadão Tricordiano.)

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